Nesta Copa 2010 - Ponto para o time de confecções de Minas Gerais que abre vantagem sobre a seleção paulista. Rsrs.

Por | sexta-feira, junho 25, 2010 Deixe um comentário
ICMS para a indústria de confecções em Minas Gerais cai para 7%. Mesmo com atraso, medida aumenta competitividade do produto de Minas Gerais sobre outros estados.
Flávio Roscoe acredita que Minas tenha sido o último estado a aliviar o setor
A indústria mineira de confecções conta, à partir desta quarta-feira (23/06), com uma alíquota menor para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A redução de 12% para 7% era uma reivindicação antiga do setor, mas, somente agora, ano eleitoral, foi atendida. O Estado segue, ainda que com atraso, o mesmo caminho de outras unidades da federação que já cobravam uma carga tributária mais baixa de suas empresas. A medida aumenta a competitividade do produto de Minas Gerais em relação ao fabricado nos demais estados e ao importado. E deverá provocar recuo de até 8% nos preços para o consumidor. Outra expectativa é de que novos investimentos sejam estimulados em toda a cadeia têxtil e de vestuário, gerando mais empregos para a população.
O benefício fiscal é válido para cerca de 1.300 médias e grandes confecções - aquelas com faturamento superior a R$ 120 mil por ano. As de menor porte não foram contempladas por estarem enquadradas em regime tributário especial, o Simples. O anúncio das novas regras foi feito ontem pelo governador Antônio Anastasia, e o decreto será publicado hoje no Diário Oficial do Estado. O documento contempla também o segmento de água mineral. Os galões de 20 litros tiveram o ICMS reduzido de 18% para 12%.
Para o presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Minas Gerais (Sindvest), Michel Aburachid, a medida traz “alento” para o setor. Principalmente após o ex-governador de São Paulo, José Serra, ter anunciado, no final de março, a mesma redução de tributos praticada agora em território mineiro. “Há estados com alíquotas até menores. Porém, a produção paulista é a que mais atinge a nossa indústria, porque também é muito forte em confecção. Por isso, aumentamos a pressão pela queda do imposto aqui também”, esclarece.
Para ter uma idéia dos percentuais cobrados por outros estados, o Rio de Janeiro pratica uma taxa de 2%, enquanto Goiás e alguns estados do Nordeste dão isenção de ICMS ao setor. “Acredito que Minas tenha sido o último a aliviar o setor”, argumenta o presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis e de Malhas de Minas Gerais (Sindimalhas), Flávio Roscoe. Ele avalia que, apesar de a redução do tributo não atender aos fabricantes de tecidos, toda a cadeia será beneficiada. As confecções são clientes das empresas têxteis. Portanto, ao ganharem melhores condições de competir no mercado, vão vender mais e, consequentemente, comprar mais tecidos.
Por isso, a expectativa do setor é de que a medida gere novos investimentos e mais empregos. “O segmento de vestuário pouco representa na arrecadação estadual - cerca de 1,5% do total. De outro lado, é grande empregador, até maior que a construção civil em Minas. Se o setor cresce, as vagas aumentam”, destaca o presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de São João Nepomuceno, na Zona da Mata mineira, José Roberto Schincariol.
O governador afirmou, ao anunciar a medida, que o benefício fiscal atende “solicitação muito forte” da indústria, que sofre concorrência perversa de outros estados. Foi definida de acordo com as necessidades da chamada Lei de Proteção da Economia Mineira. O setor têxtil tem cerca de 7 mil empresas e gera 160 mil empregos.

Fonte: Site do jornal Hoje em Dia
Link: http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/noticias/economia-e-negocios/icms-para-a-industria-de-confecc-es-cai-para-7-1.134500